Dia dezesseis de junho, como programado, têm início as gravações do Primitivo Silêncio,o primeiro cd do “Versus A.D.”. O primeiro dia de gravação, na verdade, se resume a montagem testes, posicionamento dos microfones, toda definição do set e, enfim, como seria dali em diante. Como dito em edições passadas do blog, especificamente nesta sessão, seria usada a bateria e o set do Paulo. O Gustavo também gostou da idéia do Paulo usar o seu próprio set por duas razões: a assinatura do som e a questão de estar totalmente ambientado com o instrumento, o que pode significar uma boa diferença dentro do estúdio. Oito músicas são o que farão parte do álbum debut da banda, sem dúvida uma tarefa difícil, já que algumas músicas são tremendamente físicas, tendo mais de dez minutos. Além de ser um trabalho minucioso e que traz a questão do detalhe muito à tona. E como a banda atravessa o inferno astral mesmo sendo tão nova, a “zica” não nos abandonou e logo nesta segunda, eu tive uma crise renal (cólica de rins) que não acontecia há uns seis anos. Quem já teve algo parecido sabe do que eu estou falando, uma dor intensa e interminável que faria o incrível hulk parecer o Bom Jovi com dor de dente e acabei parando no hospital. Mesmo assim, ainda na segunda, foi possível iniciarmos as guias para setar o som para o início da gravação. Na terça, começaríamos para valer (não antes de mais uma visita ao pronto socorro por mais uma crise renal) e assim eu faria as guias de guitarras para os registros das baterias, com dor e à base de buscopan (ahh viva as drogas). A primeira música seria “Restart”, uma musica em uma progressão menor e com um ar meio fusion. Toda a semana seria reservada ao Versus A.D.,o que possibilitaria um tempo maior para a finalização das baterias. O Paulo estava se sentindo bem e à vontade e, na minha opinião, fez o melhor trabalho técnico e rítmico dentre os tantos que eu já o vi fazer. Sem sombra de dúvidas a contribuição do Paulo para com este trabalho foi fantástica. Músicas como: Black Book of Conflicts, uma música bem progressiva e mais uma vez física, contendo várias passagens e convenções no melhor estilo “Rush” e Dream Theater” podem realmente dar um ar intrínseco progressivo e moderno à banda. As dinâmicas e partes mais viscerais ficam por conta de “Cassilero del Diablo” e “Beginning of the End”, essa última, uma musica que pode vir a ser uma espécie de carro-chefe dos shows e até do cd.
No sábado, dia vinte e oito, a banda tinha compromisso no Primeiro Roque de São João, um evento beneficente, para a arrecadação de agasalhos, promovido pelo Pedro cambaleado da Sofun Produções e um pull de empresas da cena goiana, inclusive o Rocklab. Apesar do cansaço, a banda toda estava motivada, especialmente eu, que me sinto muitíssimo bem com essas situações sócio-beneficentes, já que o governo deixa a sociedade ao deus-dará e quem ajuda um brasileiro é sempre outro brasileiro. O que infelizmente não é visto lá fora como o grand finale brazilis: futebol, carnaval e bundas. Ou seja, nosso altruísmo travestido em putaria.
http://www.youtube.com/watch?v=0A9wVtGKQ7M
Bom...voltando ao evento, esta foi talvez a melhor resposta em termo de público nos shows do Versus A.D., apesar de um set curto de quarenta minutos, mas que foi bem intenso. Ao fim de cada música as pessoas aplaudiam e o teatro estava lotado, o que valorizou e muito a apresentação. Eu penso que esses últimos seis meses tem sido atemporal conosco em termos de disponibilidade de tempo e estado de saúde e que todo o trio, em algum momento, deve ter duvidado da credibilidade e até da longevidade do projeto. E sem uma bússola musical em meio ao turbilhão de notas arranjos e climas que é a confecção de um álbum. Então ver que as coisas vão tomando seu rumo natural, mesmo que seja já nos acréscimos do segundo tempo, é um alento e tanto.
c ya next week.
Abraços
Luis maldonalle.

2 comentários:
Estas fotos são ótimas.
Valeu, FRANK. Fico orgulhoso de ver o amigo do tempo do Agostiniano que realiza um sonho antigo. O disco de vcs é do cacete. Parabéns! Continuem...
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