Muita coisa tem acontecido em relação ao Versus A.D. desde o último post. As gravações foram concluídas entre julho e agosto e ficamos dependendo apenas de uns ajustes finais (ajustes,estes, que quase nunca tem fim) para o início da fase de pós -produção dentro do estúdio, que começa acontecer agora em meados de DEZEMBRO.Enquanto isto, na sala de justiça (ahhh... eu adorava os superamigos!), a gente vem trabalhando a parte artística de capa, fotos e prensagem.
A capa esta a cargo de Carlos Zema (Vougan, Outworld e Heavens Guardian). Já as fotos ficaram a cargo de Noêmia Elisa, que vem se destacando na cena local de Goiânia e com um portfólio bem ímpar. Todas as fotos desta post fazem parte deste ensaio feito para o cd. Eu, particurlamente, fiquei muito satisfeito com o resultado das fotos, já que eu esperava que a Noêmia realmente nos ajudasse com esta questão.
Apesar de vários problemas com o Versus A.D. no decorrer do segundo semestre e a não concretização do lançamento do cd ainda em 2008, o disco provavelmente deve ser finalizado em sua totalidade em dezembro-janeiro,devendo ser lançado nos dois primeiros meses do ano seguinte. O selo, muito provavelmente, será a ALVO DISCOS, uma subsidiária da Monstro Discos.

Com relação ao disco, o que posso adiantar é que a diferente gama de situações musicais, como o pop fusion, hard, além dos momentos modais e o misto de referências, podem ser o carro-chefe deste álbum. Mas se tratando de uma música instrumental e de contexto não só artístico mas sócio-político, tudo pode acontecer. E a absorção de um produto hermético assim, pode flutuar entre a participação em grandes festivais do gênero, com críticas positivas ao ostracismo, até a preguiça alheia em ouvir algo assim.
Durante a décima quarta edição do Goiânia Noise Festival, o Rocklab, pelo segundo ano consecutivo, teve uma unidade móvel, gravando bandas escolhidas antecipadamente através da net. No encerramento, dia 23, o VERSUS A.D. encerrou a noite com um pocket show. Foi bem divertido, já que não tocávamos desde o fim dos ensaios para a gravação do cd. As coisas parecem se ajeitar e, finalmente, caminharem na mesma direção, após um ano bem difícil.

A grande novidade e surpresa que realmente cerca o "VERSUS A.D." é que ficou acertado, neste último fim de semana, a entrada de Julian Stella (ex-Black Rain), assumindo a função de contrabaixista da banda. Depois de dezessete anos, a gente tem a base inicial do que era o Black Rain: uma banda de hard e heavy,do inicio dos anos noventa. E esse mesmo núcleo está junto novamente, agora, a serviço do projeto VERSUS A.D..Os baixos devem ser gravados ainda no mês de dezembro, restando apenas o trabalho de pós-produção e mix para início do ano de 2009. Seja bem vindo Julian. E que você possa somar ao Versus A.D..
Nosso agradecimento ao Murilo Ramos pelo tempo que passou junto com a banda e sua dedicação. Boa sorte com os projetos e KEEP ON MUSIC.
A seguir uma entrevista com Julian Stella, baixista do Versus A.D.

1-Depois de dezessete anos, você está de volta ao mesmo núcleo que era a formaçao original do Black Rain,
só que desta vez, em um audacioso projeto instrumental. Como voce se sente e o que significa para você
os 3 estarem tocando juntos novamente?
Em primeiro lugar está a satisfação de tocar novamente com amigos. Isso já bastaria. Na época do Black Rain os pensamentos eram outros completamente diferentes de hoje o que faz com que essa volta ao núcleo da formação original da banda traga um sentimento de estar novamente em casa, que era como me sentia tocando com Paulera e Maldonalle há 17 anos atrás... é como voltar no tempo e continuar uma caminhada que foi interrompida. Mas além disso, o que garante uma grande satisfação é o fato de ser esse projeto audacioso de música instrumental que é totalmente novidade pra mim. É um desafio, uma vez que fiquei afastado do contrabaixo por um longo tempo e por se tratar de uma música mais elaborada, o que exige um nível técnico mais apurado. Ou seja, isso significa voltar a estudar e voltar a ter mais intimidade como instrumento.
2-Você já teve tempo de absorver as músicas. Como pretende colaborar e qual sua impressão sobre o álbum?
Já tive tempo de começar a absorver as músicas. Acredito que essa absorção acontecerá gradativamente à medida em que for me familiarizando com a sequência hamônica das músicas e adquirir a mecânica necessária pra tocar com mais fluência cada uma.
Pretendo colaborar com minhas influências musicais e experiência em outros estilos, tentando trazer para o repertório de arranjos e adequando-os ao estilo do grupo.
A impressão que tive do álbum é de ser um trabalho mais maduro e coerente musicalmente falando. Um trabalho que já começou bem e que, acredito, que pode crescer bastante ainda. É uma banda consistente já que somos todos músicos com uma longa estrada e uma boa bagagem nas costas. Além da amizade!!
3-Além da estrutura e as diferenças envolvidas em um "hiato" de quase vinte anos,o que pode ser mais surpreendente
para você, durante este retorno?
O mais surpreendente é ver como as coisas acontecem, cada um foi por um caminho diferente mas continuamos firmes e tocando. É surpreendente, também, o fato de ver os amigos tocando muito bem e com entusiasmo pra continuar por anos a fio. E o fato de confiarem a acreditarem na minha pessoa me convidando para participar desse projeto.
4-Há uma expectativa entre vocês de que a química e a sintonia podem ser os grandes diferenciais para se alcançar o êxito
neste projeto?
Acredito que a química e a sintonia é um grande fator para se ter sucesso em grupo. Mas eu acredito que para se alcançar o êxito neste projeto, o respeito de cada um para com o outro será primordial. Respeito profissional e pessoal.
5-Quais suas referências musicais e o que você tem ouvido ultimamente?
Ultimamente tenho ouvido bandas como Killswitch engage, sevendust. E voltei a ouvir bastante, Hard Rock. Que foi o que me influenciou na adolescência. Acabei de receber uma bateria de musicas que foram passadas como referência desse projeto. Pretendo ouvir muita coisa nova e que possam agregar valor ao meu novo aprendizado.
6-Sobre o cd, em sua opiniao, alguma faixa se destaca?
A faixa “casillero del diablo” sem dúvida se destaca. Mas a que mais me chamou a atenção foi a faixa “ignition cells” por suas pitadas de hark rock que me agrada demais, riffs bem construídos... é uma música excelente de se ouvir.
7-A banda tem uma formaçao evidente no rock,apesar do flerte com fusion, pop, hard e jazz. Você acha que isso pode
atrapalhar o ingresso da banda em festivais de "jazz" e "musica brasileira"?
Não acho que isso venha atrapalhar o ingresso da banda em festivais de “jazz”, o que pode acontecer é gerar uma dúvida quanto ao estilo que esse trio venha a apresentar. Dúvida que será sanada imediatamente após os primeiro acordes. Acho isso um lado bem positivo pois pode surpreender muita gente.
8- Sendo o último a integrar o elenco, inclusive com a exceção do baixo, todo os instrumentos já gravados, como você
pretende se portar na abosrção de todo o material, equilibrando a distância entre o resto do trio? Qual
sua motivação para isto?
É fazendo o dever de casa.. ouvindo e estudando as músicas. Essa “distância” vai diminuindo com ensaios individuais e em grupo. A motivação é justamente essa.. poder gravar os baixos das músicas colocando um pouco de mim nesse trabalho. O fato de ser o último a integrar o elenco também é motivação, pois prova que o grupo confia no meu trabalho.
só que desta vez, em um audacioso projeto instrumental. Como voce se sente e o que significa para você
os 3 estarem tocando juntos novamente?
Em primeiro lugar está a satisfação de tocar novamente com amigos. Isso já bastaria. Na época do Black Rain os pensamentos eram outros completamente diferentes de hoje o que faz com que essa volta ao núcleo da formação original da banda traga um sentimento de estar novamente em casa, que era como me sentia tocando com Paulera e Maldonalle há 17 anos atrás... é como voltar no tempo e continuar uma caminhada que foi interrompida. Mas além disso, o que garante uma grande satisfação é o fato de ser esse projeto audacioso de música instrumental que é totalmente novidade pra mim. É um desafio, uma vez que fiquei afastado do contrabaixo por um longo tempo e por se tratar de uma música mais elaborada, o que exige um nível técnico mais apurado. Ou seja, isso significa voltar a estudar e voltar a ter mais intimidade como instrumento.
2-Você já teve tempo de absorver as músicas. Como pretende colaborar e qual sua impressão sobre o álbum?
Já tive tempo de começar a absorver as músicas. Acredito que essa absorção acontecerá gradativamente à medida em que for me familiarizando com a sequência hamônica das músicas e adquirir a mecânica necessária pra tocar com mais fluência cada uma.
Pretendo colaborar com minhas influências musicais e experiência em outros estilos, tentando trazer para o repertório de arranjos e adequando-os ao estilo do grupo.
A impressão que tive do álbum é de ser um trabalho mais maduro e coerente musicalmente falando. Um trabalho que já começou bem e que, acredito, que pode crescer bastante ainda. É uma banda consistente já que somos todos músicos com uma longa estrada e uma boa bagagem nas costas. Além da amizade!!
3-Além da estrutura e as diferenças envolvidas em um "hiato" de quase vinte anos,o que pode ser mais surpreendente
para você, durante este retorno?
O mais surpreendente é ver como as coisas acontecem, cada um foi por um caminho diferente mas continuamos firmes e tocando. É surpreendente, também, o fato de ver os amigos tocando muito bem e com entusiasmo pra continuar por anos a fio. E o fato de confiarem a acreditarem na minha pessoa me convidando para participar desse projeto.
4-Há uma expectativa entre vocês de que a química e a sintonia podem ser os grandes diferenciais para se alcançar o êxito
neste projeto?
Acredito que a química e a sintonia é um grande fator para se ter sucesso em grupo. Mas eu acredito que para se alcançar o êxito neste projeto, o respeito de cada um para com o outro será primordial. Respeito profissional e pessoal.
5-Quais suas referências musicais e o que você tem ouvido ultimamente?
Ultimamente tenho ouvido bandas como Killswitch engage, sevendust. E voltei a ouvir bastante, Hard Rock. Que foi o que me influenciou na adolescência. Acabei de receber uma bateria de musicas que foram passadas como referência desse projeto. Pretendo ouvir muita coisa nova e que possam agregar valor ao meu novo aprendizado.
6-Sobre o cd, em sua opiniao, alguma faixa se destaca?
A faixa “casillero del diablo” sem dúvida se destaca. Mas a que mais me chamou a atenção foi a faixa “ignition cells” por suas pitadas de hark rock que me agrada demais, riffs bem construídos... é uma música excelente de se ouvir.
7-A banda tem uma formaçao evidente no rock,apesar do flerte com fusion, pop, hard e jazz. Você acha que isso pode
atrapalhar o ingresso da banda em festivais de "jazz" e "musica brasileira"?
Não acho que isso venha atrapalhar o ingresso da banda em festivais de “jazz”, o que pode acontecer é gerar uma dúvida quanto ao estilo que esse trio venha a apresentar. Dúvida que será sanada imediatamente após os primeiro acordes. Acho isso um lado bem positivo pois pode surpreender muita gente.
8- Sendo o último a integrar o elenco, inclusive com a exceção do baixo, todo os instrumentos já gravados, como você
pretende se portar na abosrção de todo o material, equilibrando a distância entre o resto do trio? Qual
sua motivação para isto?
É fazendo o dever de casa.. ouvindo e estudando as músicas. Essa “distância” vai diminuindo com ensaios individuais e em grupo. A motivação é justamente essa.. poder gravar os baixos das músicas colocando um pouco de mim nesse trabalho. O fato de ser o último a integrar o elenco também é motivação, pois prova que o grupo confia no meu trabalho.
